Gestar Aprofundamento - Interfaces da Linguagem

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Promesas pela Paz

Criado pela cursista: MARIA SUELI
Criando a Narrativa a partir do travalíngua

Promessas pela Paz

Pedro Pereira Pedrosa Pires, pobre pintor pernambucano, precisava pagar promessa. Portanto, pretendia passar por Paudalho, Paulista, Pesqueira, Petrolina, principalmente Portugal. Para pagar penitência, precisava percorrer pelo país, professando parábolas, pregando para população pobre. Parecia perdido. Preocupado para pagar passagem, procurou prefeito, pastores, políticos, parentes para patrociná-lo. Possíveis promessas. Pretexto para paciência, paciência... Pereira. Portanto, planejou parcelar pagamento. Pobre pecador. Para pagar promessas passou privações. Por poucas pratas pintou paredes, placas, pessoas, portas, portões, pagodeiros, políticos. Poupou, poupou, pois pretendia pagar passagem para portugal. Particularmente, procurou pelo Padre Pedro, pediu-lhe perdão por pichar paredes, portas, prédios. Perfeito plano. Preparou-se para partir para Portugal. Partiu. Peregrinou por praças, parques, pontes, pela pomposa paróquia portuguesa. Presenciou procissão, pagou promessa. Pronto para partir, percebeu policiais, patrulheiros perseguindo-o. Prenderam Pereira. Populares presentes protestaram. Perplexo, prontificaram-se para punir policiais. Protesto: pedradas, palavrões, porrada, prisões. Pobre Pereira, pretendia pagar promessa pela Paz, porém, por puro preconceito permaneceu preso.